Criatividade. Isto é algo de cuja falta muita gente se queixa e que eu ainda não entendi muito bem porquê. Originalidade, uma lampadazinha incandescente sobre a cabeça de um indivíduo, eureca, ou como o Jackass o entende, enfiar um carrinho de brincar pelo cu. Este conceito de surpreender com jeito é absolutamente familiar ao dióspiro, posto em análise que o conteúdo escrito tem origem no vudu super africano praticado pelo professor Mamadu. Especula-se mesmo que o estado português queira comprar excedente de criatividade diospírica para oferecer aos eleitores.
Pois bem, o conceito de criatividade é de uma subjectividade total que abre as pernas a objectos “artísticos” que nunca pensaste que coubessem. Refiro-me a pequenos nichos de iluminação da mente humana que já não se viam desde o papel higiénico com banda desenhada, tal o seguinte:
A farinha Amparo esmerou-se muito para além das famosas cartas de condução. Ao que consta, foram necessários cento e sessenta milhões (160.000.000) de visualizações para apreender que “sábado vem a seguir a sexta. Sexta. Sexta. Sexta. Sexta…”, evitando elaborar sobre o hamletiano dilema de “banco da frente ou banco de trás” que me leva a ponderar a profundidade desta criança.
Por infelicidade, a epidemia espirra até à sétima arte. A espontaneidade e irreverência esgotam-se para dar lugar ao mundo das sequelas. E o aterrador é que nem todas elas atingem o limiar da higiene pessoal, fazendo m**** e escarafunchando lascivamente na sua criação. Quando forem aos lavabos por uma actividade mais complexa que fazer chi-chi, por favor despejem a porra do autoclismo e, já agora, certifiquem-se de que sabem para que serve realmente o piaçaba. Sempre solidário, não posso deixar de referir que qualquer designação de filme que chegue ao número sete passa a reminiscência de um porno: “Toy Story 7”, “A paixão de Cristo 11”, “O diário de Bridget Jones 69”, “Black beauty 7”, “À dúzia é mais barato …” esqueçam.
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