Na ludibriosa caminhada pela interacção humana é natural desvendarmos em nós mesmos um fascínio pela diversidade humana. Quão atroz seria viver num mundo repleto de ovelhas Dolly? Podemos reflectir sobre uma reprodução industrial de paletes de Jesus Cristo’s sobre a face da terra – o milagre da multiplicação, não de peixe, mas de ficção. O horror deste cenário passa por um ciclo contínuo em que diversos senhores barbudos viram a cara incessantemente à espera de porrada, morrendo de tédio de três em três dias. Ser bonzinho não tem assim tanto mérito sem um termo de comparação – essa é a verdade.
Opcionalmente, podemos optar por outras simulações de demonstração de que o comunismo aplicado à personalidade humana cria um escroto de panorama, como é hábito na aplicação do mundo das fadinhas à realidade. É que nem a fadinha Lenin é igual à fadinha Trotsky.
Par example, se todos fossemos uma fotocópia rigorosa do Charlie Sheen o consumo infantil de Whisky seria comparticipado pelo estado. Se a Paris Hilton fosse, por sua vez, o modelo de similitude, a profissão mais antiga do mundo seria subitamente não só a mais comum como a única.
Agora debatamos um cenário prontamente aterrador: o mundo é feito de Justin Biebers e dióspiros, numa igual medida de 50%. A reprodução é assegurada – Biebers com Biebers, dióspiros com essencialmente tudo não-Bieber. Bieber não é fixe, não é nem tão pouco engraçado, é simplesmente monótono e vulgar. Dióspiro é universalmente fenomenal, porque pela primeira vez há quem ache piada.
Não existe qualidade sem comparação. Tu és gordo porque eu sou esbelto, eu sou parvo porque tu és, provavelmente, um pouco menos. Ninguém é nada senão uma infindável instituição de julgamentos e estereótipos; ou melhor dito, nada nem ninguém é bom ou mau. Salvo o D. Duarte; que despropositado pedacinho de coprólito.
