sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Minha Deliciosa Paelha


Caros leitores,

As minhas desculpas pela ausência bissemanal de má escrita (ou de qualquer tipo de escrita, na verdade, mas vale a clarificação). Declaro-me abençoado após uma bela semana de férias ao longo da derradeira escola nacional da corrupção aplicada ao futebol – o norte de Portugal – e pela terra da língua porno – Espanha. 

Aprendi que no magnífico e belo Porto os homens são mais simples e amáveis, talvez pelas referida ingestão avultada de partes animais tomadas por incomestíveis pelo povo lisboeta. Em Espanha, por sua vez, as mulheres parecem gostar muito de fruta e referem-se mesmo a ela como cariño. Creio que é uma certa falta de bom senso que tratem dióspiros inóspitos e nunca antes vistos por esse termo; consigo quase jurar ter lido em castelhano ‘rebajas’ na testa das jovens latinas. 

Fora isso, Salamanca é uma cidade nauseabunda, curiosa, muitíssimo religiosa e um quanto violenta. Ao longo das várias catedrais sobranceiras há uma pequena divisão histórica dos crentes: as pessoas cuja carteira é do tamanho do traseiro de uma angolana e as pessoas que só comem pão e água. Os primeiros transpiram fé por todos os poros, ao passo que os segundos são uns egoístazinhos dum raio que não contribuem para o moralíssimo depósito de ouro da igreja. O resultado? Os ricos viam a missa, os pobres ouviam-na, no que parecia uma espécie de backstage.

 Ratifica-se também que os espanhóis são porcos e feios. Passa-se que na primeira universidade fundada, em tempos da famosa inquisição, havia uma condição distinta para que um aluno se pudesse doutorar: dirigir-se à praça das touradas e pôr término à vida de um pobre animal, dando seguimento a uma inscrição nas paredes da universidade com o sangue do dito. O que um curso académico tem em relação com a morte de um touro supera-me por anos-luz, mas parece que tudo em Espanha é um pretexto para se matar um touro:
- Señor Zapatero, tenemos una muy elevada tasa de desempleo; qué hacer?
- Mata a un toro. Hmmm… Oh, si...
- Pero, el ministro, la tasa es la más alta de la Europa…
- CALLATE! MATARÁS UN TORO AHORA!

Mas em notícia,  milhares de pessoas manifestaram-se contra as despesas do estado com a visita do papa a Madrid. E com isto, um grande cumprimento a Espanha. Talvez mandar o mofo Ratzinger para a praça de touros?

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