“Saber é poder”, ouvi uma vez dizer. Estamos sempre cientes de uma onerosa escolha entre uma vida repleta de emoção, de procura pelo saber e uma outra vida de puro celibato informativo. Por certo, há quem prefira a sua vida meio-termo, temperada com um filho ou dois, dando o rabinho ao governo, ao patrão e até à esposa.
A informação, por sua vez, é um produto regularmente envolto em controvérsia. Será que é verdade? Será relevante? A morte de um jogador de futebol ou de um cantor modelo efeminado com pouco talento e um piercing nos mamilos é notícia (vou manter, por razões óbvias, o anonimato de Angélico). As mortes aos milhares, diárias, em guerrilhas africanas são pura estatística; e não porque todos as conhecemos, mas pois claro, não há nada de cor-de-rosinha nisto.
Assuntos como a próstata do pai de Rui Costa, título frequentemente referido pelo meu professor de publicidade, caracterizam a magnanimidade de certos jornais portugueses. Igualmente, até num instituto superior de educação os professores ganham um tesão exponencial com sensacionalismo, não conseguindo largar o drama da mesma forma que Amy Winehouse não parava de fazer bolos.
Certos indivíduos, no entanto, são os preconizadores de um mundo diferente. Eles trazem notícias sinceras, directas. Na verdade, estas informações são tão puras, tão factuais que... bem, acabam por ter a sua graça:
· “Advogado processa-se a si mesmo acidentalmente.”
· “Caixões encontrados enquanto operários demolem túmulo”.
· “Utah Poison Control Center reminds everyone not to take poison.”
· “Estatísticas mostram que gravidez na adolescência desce significativamente depois dos 25 anos.”
· “Profissionais dizem que algo correu mal com acidente de avião.”
· e a minha preferida: “Panda mating fails; veterinary takes over.”
Sem comentários:
Enviar um comentário